Gouveia e Melo lança indiretas a Marques Mendes e Marcelo e quer investimento em defesa entre 2 a 2,5% do PIB
2025-06-02
<p>Entre subtis farpas a Marques Mendes e Marcelo Rebelo de Sousa, Henrique Gouveia e Melo deu a conhecer o que faria como Presidente da República, perante vários problemas e cenários, durante uma entrevista à <em>TVI</em> e <em>CNN Portugal</em>.</p> <p>O almirante começou por dizer que <strong>tomou uma decisão final de que iria ser candidato em setembro do ano passado, perante da possibilidade de eleição de Donald Trump, e diz que "mudou muita coisa" desde que jurou que não se iria meter na política.</strong> Referindo-se às guerras, a uma situação internacional de "grande instabilidade" e ao "apelo crescente por parte da população", sentiu "vontade de fazer mais um serviço ao país".</p> <p>Reconhecendo que foi importante sentir apoios, diz que tem pelo seu mandatário, Rui Rio, "admiração e afinidade", pois "é um reformista e um ator independente". Entre as ideias de que partilham está a necessidade de haver uma reforma na justiça. "O segredo de justiça não existe, há uma quebra presunção de injustiça, cria-se ruído, queimam-se as pessoas e depois os casos não dão em nada", criticou.</p> <p>Referindo-se à corrupção como "um grande cancro", diz que como Presidente da República poderá contribuir para o combate à mesma exercendo "uma magistratura de influência", mantendo o "foco no problema" e a "pressão" sobre o governo.</p> <p>Apesar dos casos que o marcaram a sua passagem pelo cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada, nomeadamente o dos fuzileiros e o do navio Mondego, diz que fez o que a lei lhe exigia, mas afasta a ideia de que também vai impor uma liderança autoritária enquanto chefe de Estado: <strong>"Temos de nos adaptar aos cargos que ocupamos. Eu sou moderado por natureza."</strong></p> <p>Gouveia e Melo diz que não vai aceitar que partidos políticos o apoiem e se juntem à suas suas comitivas, mas que não pode impedir atores políticos como André Ventura de o apoiarem publicamente. <strong>"Ventura situa-se num extremo do espectro politico, com o qual não tenho afinidade, mas se o povo o eleger, terá toda a legitimidade"</strong>, afirmou, frisando que o espaço onde se situa, entre o socialismo e a social-democracia, é um "espaço onde os extremo não cabem", "um espaço de consenso e de moderação", mas promete aceitar "se o povo achar que a solução é à direita ou à esquerda".</p>